dizem que a arte existe porque a vida não basta. ela ultrapassa a vida, é um excesso, um exagero que surge na explosão de ideias que tomam forma com a obra. num dia qualquer, poetas, pintores, fotógrafos ocuparam o Solar da Beira. esse, um espaço sujo e abandonado ocupado exclusivamente pelos moradores de rua, que fizeram dele sua morada. de lá, do Solar, tem-se a visão da Baia do Guajará e da feira do Ver o peso, que dizem alguns, ser o cartão postal de Belém. obras foram expostas, ideias fervilharam, poemas e pinturas saltaram das mentes dos artistas  para as paredes daquele casarão. fui apreciar e me misturei naquele fluxo pulsante de inconsciência  e produzi o meu fluxo  também, minha visão do espetáculo que encontrei com direito a cores, letras, gravuras, desenhos e sujeira. percebi que no lixo do abandono outra lógica comparece.

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