um texto


 

Eu acredito na solidariedade. Não nessa solidariedade boba e barata que o “mundo chato” de hoje estimula visando receber uma recompensa. Não na que você é estimulado pela culpa, pelo egoísmo, pela possibilidade de receber benefícios, ganhar o “reino dos céus” ou por ser controlado por um “deus” que criaram como punitivo, vingativo, exigente e rigoroso. 

Acredito sim na solidariedade pura. Aquela que nasce primeiramente na  compreensão  que temos por nós. Chamo de pura por acreditar que ela nasce solitariamente, absolutamente só, amparada pela dor que sentimos, pelo sofrimento que experimentamos e pela compreensão que temos desses sentimentos como partes da vida e não como sentimentos rejeitados, nocivos ou abomináveis. Penso e sinto que  a solidariedade se  cria em nosso interior, é cultivada e desenvolvida ao longo de nossa vivência de dores e alegrias, de angústias e prazeres, de choros e risos, sem que para isso tenhamos que ser ameaçados por castigos ou punições, mas tão somente, por entender que o outro, tanto quanto nós, é um ser desamparado e desejante e pode ser solidário também.

Quem procura incessantemente a felicidade não pode ser solidário por buscar o paraíso que foi irremediavelmente perdido para sempre!

 

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