confissão

Eu escrevo  por amor
amor que sinto, antes por mim
Eu escrevo para desafogar residuos desgastados
pelo tempo que me flagelou
Eu escrevo pelo que senti
pelo que sinto e o que ainda sentirei
Eu escrevo para reviver, para reencontrar
para repisar
Eu escrevo nas minhas alegrias fáceis
nas minhas tristezas difíceis
Eu escrevo para me libertar de sentimentos atropelados
me encontrar comigo e me enxugar do pranto da covardia

Quando me molhei as águas eram brandas
calmas e acolhedoras
Quando me molhei depois fui encontrando
tempestades opulentas, impossíveis de contornar
Me salvei segurando um pau que me arrastou
e que me fez entender que é possível sim
viver

Viver, eis que chega a hora
hora negada, adiada, procrastinada
Hora necessária, mas temida
Hora desejada, mas recusada
Hora da vida que encerra em si coragem, destemor e bravura.
Sou bravo por ultrapassar a vida
Sou bravo por olhar a vida, por admirá-la
Sou bravo, mais que tudo por enfrenta-la
com sentimentos confortáveis
com a certeza de que as incertezas precisam fecundar
pois, só assim o caminho se abrira.

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