Poema santo


Olhos no mundo
não olho os seus mundos
olho suas faces
somente olho
nada sei
nem nada saberei.
Olho suas faces
almas escondidas
escondidas almas
que não sei,
delirantes
suspeitas
risonhas
alegres
Não há motivos
nada conduz à luz
traços aparentes
invasivos traços
desconheço fatos
crio fotos
materializo dados,
Formas que chegam
sem saber de onde
sem prever pra onde
sem ficar pra sempre
é só o repente
de um clique na lente
congelando um ente.
Um registro súbito
desconhecido olhar
que engana a mente
emanando formas
no aparelho quente
que esfria no tempo
que derrete os olhos
nessa dor ardente
marcada na gente.

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