a outra cena

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Pior que o vazio do nada
é o nada cheio de tudo oco
ânsia por tudo torto
entorto canetas
abro gavetas
derramo caldos
molho caminhos
avisto os altos
e o nada em cena
atua e encena
torturante acena
o vazio que apanha
na lacuna ausente
A alma sacode a espuma
delirante
empurra a calma nas bolas de sabão
leves e fracas
levitam as bolas secas
leves do nada
pelo vão da mente amanhecida
vazia
depois da ausência ocupada
pensamento pressionado
derrama suor nas têmporas
suadas pelo desencontro
aniquiladas pelo espaço
fingido ocupado
oco e vazio, pressionado
feito um traço desenhado
em papel amassado
sem dicas, nem pistas
apenas ali, sem nada
desenhado de desejo
amplo e pontilhado
mascarado ausente
marcando o nada
que ali,
está presente.

Uma ideia sobre “a outra cena

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