margarida perfumada

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Margarida Perfumada

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Margarida perfumada

O peso da vida
virou algodão
espalhou sonhos.
Ele chegou branco
pele molhada de alegria
patinado do suor dos justos
em êxtase extrapolado.
Depois do banho,
não das águas,
do prazer lívido
dos poucos instantes,
entre o amor e  o gozo
o gozo lhe escolheu,
da história escondida
armada nos refúgios
perturbados da vigília,
abriu ao tempo o seu gozo
entre azuis e amarelos,
azuis refletidos do céu
nas águas com gosto de lágrima,
amarelos apalpados
na cobertura da carne
macia, marcada pelos dedos,
de pêlo eriçado pelo toque
de sabor suave de saliva grelada.
Sutil e temeroso do amor
Dela,
Margarida Perfumada,
pelo odor vermelho
dos olhos lacrimejados
Sim!
O prazer lhe importava
exportava pro tempo
vontades esquecidas
forças enfraquecidas
pelo cheiro do amor
Não!
O amor quer confissões
exige confirmações
eternidade
falsas promessas
impossibilidades fixas.
O gozo provoca.
Ele aprecia sensações
elege penetrações
bocas encontradas
mordidas
lambidas
mão no vão
pegação.
De tão ingênuo se entregou
De tão esperto se apaixonou
e Margarida
assim, tão perfumada
provocou
o gosto nobre
do permitido gozo
que jorrou.

 

 

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