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Não me arrepio com o frio,
sinto a necessidade abrangente
da tua presença passada.
Agora, aqui, dentro das minhas estruturas.
Preciso das temperaturas baixas que
congelem meu dom da recordação,
as que estanquem a fuga das sensações
da tua mão sobre a minha pele,
amassando e apalpando.
Sim! Quero sentir tudo que mereci,
minha negação, meu medo, o arroubo
frouxo da minha resistência
se dissolvendo nos toques dos teus
dedos sobre a minha pele molhada de
desejo.
Dispenso o eco dos sons das palavras
que prometem, quero somente o silêncio
do clima do amor carnal que solicita
pouco, apenas mão e boca.
Preciso somente dessa repetição
incessante e inadequada aos puros,
desse retorno de sentimentos que
cegam de tanto prazer proibido.
Estimo essas obscenas sensações
que me tiram do chão e favorecem
os voos fecundos da imaginação.
Sensações que  levam aos paraísos
perdidos que não ficaram e que se
encontram presos na impressão digital
que pulsa na minha pele sedenta.
Necessito disso, dessas proibições
que as leis castigam, desse generoso
pensamento que brota fazendo o
retorno para onde eu nunca deveria
ter saído.
Pensamentos que congelam em meu corpo
o teu toque profano e acionam o sinal
que dispara as sensações de encontro
a mim,
sempre que a dor do abandono

venha me visitar.

4 ideias sobre “

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